domingo, 17 maio, 2026
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Polícia Federal aponta que Wanderlei Barbosa tem chácara em região turística que virou alvo de disputa entre Goiás e Tocantins

Confira detalhes sobre operação que apura tentativa de atrapalhar investigações da PF
A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que autorizou a Operação Nêmeses aponta que o governador afastado, Wanderlei Barbosa (Republicanos), teria uma chácara no distrito de Campo Alegre, em Paranã, no sudeste do Tocantins. A região, que tem potencial turístico, virou alvo de uma disputa entre os governos de Goiás e do Tocantins.
A Operação Nêmeses foi realizada nesta quarta-feira (12) pela Polícia Federal para apurar a possível prática de embaraço às investigações da operação Fames-19 sobre desvio de recursos públicos com a compra de cestas básicas na pandemia.
Foi durante o cumprimento de mandados da Fames-19, em setembro de 2025, que a Polícia Federal descobriu a suposta ligação de Wanderlei Barbosa com a chácara na zona rural de Paranã.
Chácara atribuída pela Polícia Federal a Wanderlei Barbosa em Paranã
Reprodução/Polícia Federal
De acordo com a investigação, o imóvel está registrado no nome de Mauro Henrique da Silva Xavier, mas o “proprietário formal” seria o governador afastado. Durante buscas no local, a polícia encontrou a casa decorada com diversas fotos e objetos pessoais de Wanderlei e a primeira-dama Karynne Sotero.
O g1 questionou a assessoria do governador afastado e da primeira-dama, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. A defesa de Mauro Henrique não foi localizada.
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Área da chácara atribuída pela Polícia Federal ao governador Wanderlei Barbosa
Reprodução/Polícia Federal
O povoado Campo Alegre, onde está a chácara, fica nas proximidades da área em disputa entre o Tocantins e Goiás. A região conta com diversas trilhas que levam turistas a cachoeiras e outras paisagens impressionantes, como o Complexo Canjica.
A área virou motivo de disputa depois que o governo do Tocantins instalou um portal na região com as frases “Bem-vindo ao Tocantins” e “O turismo começa aqui”.
Por meio de uma ação civil, a Procuradoria Geral do Estado de Goiás (PGE-GO) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que uma área de 12,9 mil hectares (129 km²), na divisa entre Paranã e o município de Cavalcante (GO), pertenceria a Goiás. Também pediu que o portal seja retirado, além de outras medidas.
Entenda a Operação Nêmeses
A Polícia Federal cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em Palmas e Santa Tereza do Tocantins na manhã desta quarta-feira, para investigar a possível prática de embaraço a investigação de desvio de recursos públicos da Covid-19 e emendas parlamentares utilizadas para compra de cestas básicas durante a pandemia.
Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início durante a deflagração da 2ª fase da Operação Fames-19, que afastou Wanderlei Barbosa no início de setembro, pelo prazo de 180 dias. A primeira-dama Karynne Sotero Campos, que era secretária extraordinária de Participações Sociais, também foi afastada. Os dois negam participação nos fatos investigados.
A PF identificou indícios de que alguns investigados teriam se prevalecido de seus cargos e utilizado veículos oficiais para retirar e transportar documentos e materiais de interesse da investigação. Isso causou embaraço às investigações, que ainda se encontram em curso e tramitam sob sigilo na Corte Especial do STJ.
A assessoria do governador Wanderlei Barbosa informou que durante as buscas desta quarta-feira foram levados celulares e, por enquanto, não vai se manifestar.
Wanderlei Barbosa e a primeira-dama Karynne Sotero
Divulgação/ Consórcio Brasil Central (BrC)
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