sábado, 16 maio, 2026
Google search engine
HomeTocantinsJustiça derruba suspensão de processo de impeachment contra prefeito de Colinas do...

Justiça derruba suspensão de processo de impeachment contra prefeito de Colinas do Tocantins

Josemar Carlos Casarin, prefeito de Colinas
Prefeitura de Colinas do Tocantins/Divulgação
O juiz substituto Gil de Araújo Corrêa derrubou a suspensão do processo de impeachment do prefeito de Colinas, Josemar Carlos Casarin (União). Segundo a decisão, documentações juntadas nos autos apontam que não houve falta de transparência no processo, como havia sido alegado pela defesa do prefeito anteriormente.
O g1 tenta contato com o prefeito e seus advogados de defesa.
A Câmara Municipal de Colinas abriu o processo de impeachment do prefeito após receber duas denúncias contra ele por infrações político-administrativas. Uma delas pelo suposto recebimento indevido de R$ 144 mil no próprio salário.
O processo havia sido suspenso no dia 27 de novembro de 2025, pelo juiz José Roberto Ferreira, da 1ª Vara Cível de Colinas do Tocantins.
A decisão que derrubou a suspensão foi publicada nesta quinta-feira (4). Conforme o juiz, a defesa do prefeito teria alegado que houve falta de transparência por falta de atualização em um portal eletrônico, usado como um “espelho dos autos físicos”. Porém, apesar disso, a defesa teve acesso aos autos.
“Uma intermitência em sua atualização [portal eletrônico] não implica, por si só, cerceamento de defesa, especialmente quando se verifica que o Agravado e seus procuradores tiveram acesso aos autos, tanto que apresentaram a respectiva defesa prévia no dia 12/11/2025”.
Câmara Municipal de Colinas abre processo de impeachment contra prefeito
LEIA TAMBÉM
Câmara abre processo de impeachment contra prefeito por receber salário de R$ 144 mil em um mês
Justiça suspende processo de impeachment contra prefeito de Colinas do Tocantins
Na época em que o processo administrativo foi suspenso, também foi apontado que o direito de defesa havia sido prejudicado, pois o prefeito tinha sido notificado em menos de 24 horas antes da audiência realizada e enfrentou dificuldades para acessar documentos do processo.
Conforme a Certidão de Entrega de Ofício e Parecer inserida na decisão, a notificação ao prefeito foi feita na manhã do dia 18 de novembro de 2025 às 9h45 e a audiência ocorreu no dia seguinte às 14h, superando o período de 24h.
Na decisão, o juiz também destaca que o prazo do processo de impeachment encerra no dia 25 de janeiro de 2026 e, devido à suspensão e ao recesso parlamentar, a tramitação de todas as fases processuais pode não ser concluída.
“A urgência é ainda mais acentuada pela proximidade do recesso parlamentar, previsto para iniciar-se em 16 de dezembro de 2025. A paralisação do processo neste momento significa inviabilizar, na prática, a possibilidade de julgamento pelo órgão competente, transformando a intervenção judicial, que deveria ser um instrumento de garantia da legalidade, em um mecanismo que, pode sacramentar a extinção do processo por decurso de prazo”.
Denúncias recebidas na Câmara
As denúncias foram feitas no dia 17 de outubro de 2025 e a sessão ordinária, que autorizou o processo de impeachment, ocorreu nesta segunda-feira (27).
Uma das denúncias aponta que o prefeito recebeu R$ 144.666,66, em dezembro de 2024. Os valores foram descritos na folha de pagamento dele como pagamentos de 13º salário com retroativos de 2021, 2022 e 2023, além férias vencidas.
Folha de pagamento do prefeito de Colinas do Tocantins Josemar Carlos Casarin do mês de dezembro de 2024
Prefeitura de Colinas do Tocantins/Divulgação
Os pagamentos foram considerados indevidos porque não eram autorizados por lei. A previsão de pagamento de 13º salário e férias para o prefeito, vice-prefeito, secretários e vereadores de Colinas do Tocantins só foi criada em dezembro de 2023, quando os parlamentares aprovaram uma emenda à Lei Orgânica do município.
Na época, o prefeito afirmou que o valor recebido “compreendeu o subsídio de dezembro, 13º e férias mais o terço constitucional do período do mandato, que alcançou o valor líquido de R$ 116.907,49, e não efetivamente os R$ 144 mil”. Conforme Kasarin, as informações estão no portal da transparência e que isso “demonstra a ausência de intenções ocultas ou desonestas”.
A outra denúncia cita a locação de um imóvel para ser a sede do Conselho Tutelar, que nunca foi utilizado. Segundo o documento, o contrato teria sido feito em maio de 2025. O pagamento do aluguel teria iniciado em julho e prolongado por quatro meses. A rescisão do contrato teria sido feita em outubro de 2025.
Apesar disso, a denúncia aponta que “o imóvel efetivamente utilizado pelo Conselho Tutelar se encontrava sem cobertura contratual e sem pagamento desde abril de 2025, expondo o município a riscos jurídicos e financeiros”.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
MAIS NOTICIAS
- Publicidade-texte