segunda-feira, 18 maio, 2026
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Elon Musk perde processo contra a OpenAI

Sam Altman e Elon Musk
Fotos: Reuters
Um júri dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira (18) contra Elon Musk no processo em que o bilionário acusava a OpenAI, dona do ChatGPT, de ter se afastado de sua missão original.
Os jurados concluíram que a empresa não pode ser responsabilizada pelas acusações de Musk de que teria deixado de priorizar o desenvolvimento de inteligência artificial para beneficiar a humanidade.
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O julgamento começou em 28 de abril e foi visto como um momento importante para o futuro da OpenAI e da inteligência artificial de forma geral, especialmente no debate sobre como essa tecnologia deve ser usada e quem deve lucrar com ela.
Atualmente, a inteligência artificial é utilizada em diversas áreas, como educação, reconhecimento facial, consultoria financeira, jornalismo, pesquisas jurídicas, diagnósticos médicos e até na criação de vídeos falsos conhecidos como “deepfakes”.
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Ao mesmo tempo, a tecnologia desperta desconfiança e preocupação, principalmente pelo temor de que substitua empregos.
O veredicto foi anunciado após 11 dias de depoimentos e debates no tribunal, marcados por questionamentos sobre a credibilidade tanto de Musk quanto de Sam Altman.
Os dois lados se acusaram mutuamente de priorizar interesses financeiros em vez do benefício público.
Na fase final do julgamento, o advogado de Musk, Steven Molo, afirmou aos jurados que várias testemunhas colocaram em dúvida a sinceridade de Altman ou chegaram a chamá-lo de mentiroso.
Ele também destacou que Musk evitou afirmar, durante o julgamento, que era totalmente confiável.
“A credibilidade de Sam Altman está diretamente em jogo”, disse Molo. “Se vocês não acreditarem nele, eles não podem vencer.”
Entenda a disputa
Elon Musk é interrogado por Russell Cohen, advogado da Microsoft, durante o processo de Musk sobre a conversão da OpenAI para lucro em um tribunal federal em Oakland, Califórnia, EUA, em 30 de abril de 2026, em um retrato no tribunal.
REUTERS/Vicki Behringer
Musk acusou a OpenAI de tentar enriquecer investidores e pessoas ligadas à organização às custas da missão original da empresa, além de não dar prioridade à segurança da inteligência artificial.
Segundo ele, a Microsoft sabia desde o início que a OpenAI estava mais focada em lucro do que em altruísmo.
A OpenAI rebateu dizendo que Musk demorou demais para alegar quebra do acordo original e afirmou que foi o próprio empresário quem passou a demonstrar maior interesse financeiro no setor de IA.
“O Sr. Musk pode ter o toque de Midas — expressão usada para descrever alguém que transforma quase tudo em sucesso ou lucro — em algumas áreas, mas não em inteligência artificial”, afirmou William Savitt, advogado da OpenAI, na argumentação final.
A OpenAI disputa espaço no mercado de IA com empresas como a Anthropic e a xAI e se prepara para uma possível abertura de capital que pode avaliar a companhia em cerca de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 7,2 trilhões)
Um executivo da Microsoft afirmou no julgamento que a empresa já investiu mais de US$ 100 bilhões em sua parceria com a OpenAI.
Já a xAI, de Musk, agora integra a SpaceX, que também prepara uma abertura de capital que pode superar a da OpenAI em tamanho.
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