A professora Valéria de Castro Alves morreu após mais de um ano de tratamento contra um câncer de pulmão em estágio quatro. Um depoimento postado nas redes sociais antes da morte comoveu os internautas. O marido, Emersom Castro, a descreve como uma mulher doce, espoleta, trabalhadora e afirma que ela foi o “termômetro” que trouxe equilíbrio para a família.
A morte foi confirmada no domingo (12), após Valéria ter passado por quimioterapia e tratamentos com medicação que, por um período, reduziu o nódulo de 11 cm para 4 cm no pulmão. A professora deixou um legado de dedicação à educação infantil em Araguaína, no norte do Tocantins.
“Era doce, e ao mesmo tempo, com uma personalidade forte porque ela era o termômetro da casa. Sempre com um lado espoleta e eu mais da paz. Era esse equilíbrio, ela trazia muita firmeza aqui na casa. Ela deixa esse legado que são nossos filhos e o sucesso de uma multidão de crianças que ela discipulou”, diz Emersom Castro.
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No relato publicado nas redes sociais, a professora compartilhou o desejo de acompanhar o crescimento dos filhos.
“Meu sonho é criar meus filhos, quero pegar o Samuel [filho] no colo a hora que eu quiser: eu não consigo mais fazer essas coisas. Quero ver eles crescerem, com a primeira namorada, formarem, se casarem”, disse a professora na época.
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Arquivo Pessoal
O diagnóstico de câncer foi feito em maio de 2025, e junto com ele, também foi identificada uma mutação rara. Segundo o esposo, durante os primeiros meses de quimioterapia e arrecadação para a compra de medicamentos, o corpo passou a rejeitar o tratamento.
“Ela chegou a trocar o remédio e teve uma boa resposta. O nódulo de 11 cm diminuiu para 4 cm. Mas nós não esperávamos o pior: quando a doença descobriu a estratégia do remédio e começou a avançar novamente. Veio a metástase no cérebro, atingindo o sistema nervoso e tirando, aos poucos, os movimentos da mão esquerda dela”, explicou o marido.
A professora era natural do Maranhão, mas construiu sua família na região norte do Tocantins. Ela deixou o esposo e os filhos Arthur, de 9 anos, e Samuel, de 2. Durante o tratamento, Valéria precisou interromper a amamentação do filho mais novo.
Valéria se dedicou à educação infantil em Araguaína. A educadora deu aulas no Educandário Objetivo e cuidou de crianças na Quarta Igreja Batista.
O sepultamento foi realizado na manhã desta segunda-feira (13), no Cemitério Jardim das Paineiras, em Araguaína.
Valéria Castro com marido e os dois filhos
Arquivo Pessoal
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