“A influência acabou sendo vista como uma ferramenta de ascensão social. Hoje, muita gente sonha ser influenciador, vencer na vida sendo influenciador”, disse Carol em entrevista ao podcast O Assunto desta quinta-feira (5).
“A Deolane já foi comerciante, já foi sacoleira e teve uma ascensão social, ganhou poder aquisitivo. E por isso é tão importante para a narrativa dela mostrar essa ostentação. Mostrar que ela tem acessos, uma vida de luxo, viagens, carros, mansões.”
Não à toa, ostentar gera interesse, engaja e, consequentemente, impulsiona as publicidades que o influenciador anuncia (algo almejado por algumas empresas).
Deolane Bezerra em foto publicada no seu Instagram
Reprodução/Instagram
Deolane foi presa nesta quarta (4) em uma operação que investiga lavagem de dinheiro e jogos ilegais na internet (ela disse à polícia que recebia dinheiro de casa de apostas por meio de contratos publicitários e negou crimes).
E esse arranhão na imagem pública (dela e de outros influenciadores) pode, agora, indicar uma mudança no mercado e na relação com marcas. Uma crise de credibilidade mesmo.
“Algumas empresas, não todas, estão muito preocupadas com a mensagem que trabalhar com determinado influenciador vai passar. […] As empresas estão mais cautelosas na hora de escolher um influenciador, a gente está vendo uma mudança de mercado, talvez para uma influência mais segmentada, de nicho, e isso em parte do mercado.”
Ouça a íntegra do episódio aqui.
O futuro dos influenciadores
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