sábado, 9 maio, 2026
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Caminhão carregado de cestas básicas ‘desaparece’ após Justiça determinar apreensão por suspeitas de compra de votos

Carga chegou a ser apreendida, mas foi liberada após pagamento de multa de R$ 38.255. Depois disso, a Justiça Eleitoral determinou nova apreensão, mas polícia não encontrou o veículo ou as cestas. Caminhão com cestas básicas em Alvorada, no Tocantins
Divulgação
O caminhão carregado de cestas básicas flagrado após uma denúncia de suposta tentativa de compra de votos ‘desapareceu’ em Alvorada, região sudeste do Tocantins. A Justiça Eleitoral chegou expedir um mandado de busca e apreensão do veículo, mas quando a Polícia Militar chegou ao local o caminhão e a carga não foram encontrados.
O g1 tentou contato com a prefeitura e com o prefeito de Alvorada, por telefone e e-mail, mas não teve resposta até a publicação da reportagem.
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O caminhão foi flagrado pela Polícia Militar na tarde de quarta-feira (2), na Avenida Pedro Ludovico, após uma denúncia anônima. A carga foi apreendida por divergências na nota fiscal, mas acabou sendo liberada pela Secretaria da Fazenda após pagamento de multa.
A Sefaz afirmou que lhe cabe somente a “fiscalização fiscal, ficando outros tipos de controles por conta das autoridades competentes”.
Depois disso, nesta quinta-feira (3) juiz eleitoral Fabiano Gonçalves Marques, da 14ª Zona Eleitoral, determinou a apreensão do veículo.
“Dessa forma, a concessão da medida de urgência, para coibir a possível prática que configura o abuso de poder econômico, compra de voto e conduta vedada a agentes públicos é medida que se impõe”, diz o juiz.
A decisão diz que o veículo carregava 500 cestas básicas, que seriam distribuídas na segunda-feira (7). No processo, três pessoas foram citadas, incluindo o prefeito de Alvorada, Paulo Antonio de Lima.
Polícia não encontrou mais o veículo
Segundo a Polícia Militar, na noite desta quinta-feira (3) por volta das 19h10, uma equipe acompanhou o chefe do Cartório Eleitoral de Alvorada até a avenida Pedro Ludovico, onde o caminhão estaria. No local os militares encontraram apenas um veículo com características diferentes. Foram feitas buscas pela região, mas o caminhão e a carga não foram vistos.
Os militares ainda informaram que a decisão indicava que o carregamento estaria nas dependências do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da cidade.
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Denúncia anônima
A denúncia foi feita na quarta-feira (2), quando o caminhão foi apreendido pela PM na Avenida Pedro Ludovico. Depois o veículo foi liberado com o pagamento de uma multa no valor de R$ 38.255. Ainda não há informações sobre quem era o responsável pelas cestas.
No dia, o motorista de 66 anos informou que foi contratado para deixar os produtos de alimentação no local onde estava. Ele chegou a apresentar uma nota fiscal pelo celular, mas depois mostrou uma nota impressa que não tinha as mesmas informações da digital.
Em seguida, conforme o relatório da Polícia Militar, o prefeito Paulo Antonio de Lima chegou ao local e disse que as cestas básicas faziam parte de uma licitação e que seriam para atender pessoas em situação de vulnerabilidade da cidade.
O g1 pediu informações ao Ministério Público Estadual se houve denúncia sobre possível crime eleitoral envolvendo compra de votos com o uso de cestas básicas na cidade, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que o caso não foi registrado em nenhuma delegacia.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
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