sábado, 23 maio, 2026
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Grupo suspeito de aplicar ‘golpe do falso advogado’ conseguia dados das vítimas em processos públicos, diz polícia

Polícia Civil do Tocantins descobriu que esquema tinha três etapas. Na última, o dinheiro das vítimas era ‘pulverizado’ por meio de diversas transações bancárias. Secretário Bruno Azevedo e delegado-geral Claudemir Ferreira
Kaliton Mota/TV Anhanguera
Durante a investigação contra suspeitos de aplicarem o golpe do “falso advogado” em clientes do Tocantins, a Polícia Civil identificou que o grupo atuava em três etapas e que os dados das vítimas eram obtidos por meio de consultas a dados processuais públicos. Os suspeitos se passavam por advogados ou defensores e causaram prejuízos de cerca de R$ 150 mil às vítimas.
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Mandados de prisão temporária e busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta-feira (10), nos estados do Ceará e Alagoas. Até o momento, seis pessoas com idades entre 20 e 36 anos foram presas e outras quatro estão sendo procuradas.
Os nomes dos investigados não foram divulgados pela polícia, por isso o g1 não conseguiu contato com a defesa deles.
A Operação Espada de Themis foi autorizada pela 4ª Vara Criminal de Palmas. Foram cumpridos, ao todo, dez mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão.
Uma coletiva de imprensa foi realizada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) para dar mais detalhes sobre a investigação. Conforme a Polícia Civil, dentro do esquema, na etapa de preparação, a primeira, os suspeitos faziam a triagem das vítimas ao consultarem sistemas informatizados de processos judiciais e administrativos. Eles pesquisavam advogados ou escritórios de advocacia como filtro.
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Também escolhiam, segundo a polícia, demandas em que a pessoa pedia o levantamento de valores. O próximo passo era habilitar formas de contato como se fossem advogados ou escritórios de advocacia, criando contas no Whatsapp, linhas telefônicas e até e-mails.
Com os alvos selecionados, eles partiam para a segunda etapa, onde entravam em contato com as vítimas e com as informações sobre o processo judicial, se identificavam como o escritório de advocacia que foi contratado pela pessoa.
Na conversa, eles faziam as vítimas confirmarem as informações do processo, incluindo dados pessoais e chegavam a citar que poderiam ter ‘ganho de causa’, para conquistar a confiança do ‘cliente’.
Nessa etapa do esquema eles também explicavam às vítimas que seria necessário o pagamento de custas/taxas processuais, para que fosse expedido um suposto alvará, ‘visando o levantamento dos valores obtidos com o “ganho de causa”’.
Na terceira etapa, o grupo fazia a pulverização dos ganhos ilícitos, ou seja, assim que as vítimas faziam os pagamentos, os suspeitos direcionavam o dinheiro para contas bancárias de “laranjas”, que as cediam em troca de uma comissão.
Com as variadas transações bancárias feitas pelo grupo, era mais difícil identificar qual a origem do dinheiro conseguido por meio esquema. Por fim, os valores eram repassados aos líderes do grupo criminoso, informou a polícia.
A coletiva de imprensa contou com a presença do secretário de segurança pública, Bruno Azevedo, e do delegado-geral da PC-TO, Claudemir Luiz Ferreira.
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Operação
Conforme o delegado Lucas Brito Santana, responsável pelas investigações, informou que o inquérito policial foi instaurado no início do ano de 2024, após 20 vítimas, sendo seis delas idosas, clientes de escritórios de advocacia de Palmas, denunciarem o esquema.
As prisões ocorreram em Fortaleza (CE), Maracanaú (CE), Pacatuba (CE), Caucaia (CE) e Maceió (AL). Com os suspeitos foram apreendidos celulares e outros dispositivos, que vão passar por perícia. Outros quatro suspeitos ainda não foram localizados e as investigações continuam na Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC).
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Os presos foram levados para as Unidades Prisionais locais, onde permanecerão à disposição do Poder Judiciário.
Como os suspeitos foram localizados em outros estados, a investigação ainda vai analisar a necessidade de recambiamento deles para o Tocantins, onde corre a investigação.
Eles devem, devem responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de capitais e falsa identidade. Conforme a SSP, a alguns deles também foram imputados os crimes por terem sido cometidos contra mais de uma vítima.
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