Será a estreia da versão V3, considerada uma etapa importante tanto para os planos de Elon Musk de ampliar a exploração espacial quanto para a esperada abertura de capital da empresa.
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A nova Starship foi equipada com tecnologias voltadas a futuras missões à Lua e a Marte. Por isso, o teste será acompanhado de perto por investidores, já que ocorrerá às vésperas do IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações), processo pelo qual uma empresa passa a ter papéis negociados na bolsa de valores.
O foguete é peça central da estratégia de Musk para reduzir os custos de lançamentos espaciais, expandir a rede de satélites Starlink e viabilizar projetos como centros de dados em órbita e missões tripuladas para outros planetas. Esses planos sustentam a avaliação de mercado estimada em US$ 1,75 trilhão para o IPO.
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“Para um IPO que depende tanto de narrativa e simbolismo, acreditamos que este voo é o catalisador pré-IPO mais importante que resta no calendário da SpaceX”, afirmou Franco Granda, analista sênior da PitchBook.
A decolagem poderá ocorrer já na quinta-feira, a partir da base da empresa em Starbase, no Texas, às margens do Golfo do México. Além de marcar a estreia da Starship V3, o teste será o primeiro realizado em uma nova plataforma de lançamento, construída para suportar um foguete mais potente.
O que mudou na nova versão
A Starship é formada por duas partes principais: a nave superior, projetada para transportar astronautas e cargas, e o foguete propulsor Super Heavy, responsável por impulsionar o conjunto nos primeiros minutos do voo.
Uma das principais mudanças está no Super Heavy, que teve seus 33 motores Raptor redesenhados para gerar mais força com uma estrutura mais leve.
A parte superior da nave também foi aprimorada para missões de longa duração. Entre as novidades estão sistemas que permitirão o acoplamento entre espaçonaves, o reabastecimento em órbita e uma capacidade maior de manobra.
Como será o teste
Starship faz belas imagens da Terra antes de pousar no Oceano Índico
Reprodução/SpaceX
A SpaceX informou que não tentará pousar nem recuperar nenhuma das duas partes do foguete nesta missão. Ainda assim, o teste incluirá manobras controladas de retorno antes de os estágios caírem no mar.
O Super Heavy deverá amerissar no Golfo do México cerca de sete minutos após a decolagem. Já a Starship deve concluir seu voo aproximadamente uma hora depois, com queda prevista no Oceano Índico.
Antes da reentrada na atmosfera, a nave deverá liberar 20 simuladores de satélites Starlink e dois satélites reais adaptados para inspecionar o escudo térmico da espaçonave e transmitir dados aos operadores em solo.
Teste é acompanhado de perto por investidores
A cultura de engenharia da SpaceX baseia-se em realizar testes frequentes, mesmo com risco de falhas, e usar os resultados para aperfeiçoar rapidamente os veículos.
Por isso, o mercado acompanhará com atenção o desempenho da Starship V3. Um voo bem-sucedido pode reforçar a percepção de que o maior e mais potente foguete já construído está cada vez mais próximo de entrar em operação comercial.
Lua, Marte e a nova corrida espacial
Elon Musk afirmou há um ano que espera enviar a primeira missão não tripulada da Starship a Marte no fim de 2026.
O foguete também é parte de um contrato superior a US$ 3 bilhões firmado com a NASA no programa Artemis program, que pretende levar astronautas de volta à superfície lunar ainda nesta década.
Esses planos colocam a Starship no centro de uma nova corrida espacial com a China, que pretende realizar seu próprio pouso tripulado na Lua em 2030.
Musk na Base Estelar da SpaceX em Brownsville, Texas
REUTERS/Adrees Latif/Foto de arquivo

