quarta-feira, 17 junho, 2026
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União Europeia deve se reunir com Anthropic nesta semana

Claude, assistente de IA da Anthropic
Aerps/Unsplash
A Agência Europeia de Cibersegurança (Enisa) realizará uma reunião com a empresa americana de inteligência artificial (IA) Anthropic, segundo informou um porta-voz da Comissão Europeia nesta quarta-feira (17). O encontro deve acontecer amanhã em São Francisco, nos Estados Unidos.
Segundo o porta-voz da Comissão Europeia, a reunião acontecerá a convite da Anthropic, dona do Claude, e foi agendada antes da restrição do acesso aos modelos de IA mais avançados da companhia.
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Durante encontro do G7, grupo das sete maiores economias do mundo, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que o potencial das novas tecnologias “deve estar disponível para todos os países”, mas reforçou que o caso mostra que a Europa “precisa se atualizar”.
Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que é de interesse mútuo da União Europeia e dos EUA que a UE utilize os melhores modelos de IA.
“Utilizamos tecnologias confiáveis uns dos outros e nossos sistemas financeiros estão interligados. É do nosso interesse mútuo que nossos cidadãos e empresas possam usar com segurança os melhores modelos de IA”, disse durante discurso no G7.
Na semana passada, a empresa anunciou ter restringido o acesso aos seus modelos após receber uma ordem do governo dos Estados Unidos, que cita preocupações de segurança nacional.
Em comunicado, a empresa informou ter recebido uma diretriz para bloquear os modelos Claude Fable 5, lançado na última terça-feira, e Claude Mythos 5 para todos os cidadãos estrangeiros, “dentro ou fora dos Estados Unidos, incluindo funcionários estrangeiros da própria empresa”.
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“O acesso está bloqueado temporariamente para todos os clientes, a fim de garantir conformidade com a ordem”, informou.
O bloqueio repentino marca uma escalada significativa no embate entre a Anthropic e a Casa Branca, sob o presidente Donald Trump. Fracassaram negociações no início deste ano sobre o uso da tecnologia da companhia por militares e serviços de inteligência dos EUA.
A restrição poderá prejudicar os planos da Anthropic de realizar uma oferta pública inicial de ações, possivelmente no segundo semestre deste ano, com uma avaliação próxima de US$ 1 trilhão. Prolifera a preocupação entre investidores sobre riscos regulatórios e a capacidade da empresa de manter sua vantagem tecnológica.
O que está por trás do bloqueio da IA do Claude pelos EUA
Inteligência artificial atinge ‘ponto de inflexão’ no Reino Unido
A adoção da inteligência artificial atingiu um “ponto de inflexão” na Grã-Bretanha, à medida que as empresas passam da fase de experimentação para a implantação em larga escala e começam a ver resultados, disse um executivo do Google Cloud nesta quarta-feira.
Empresas e órgãos governamentais que há um ano testavam ferramentas de IA agora as utilizam para executar processos mais complexos e melhorar a produtividade, disse Maureen Costello, vice-presidente do Google Cloud para o Reino Unido, Irlanda e África Subsaariana, em entrevista à Reuters.
“A indústria está prestes a atingir um ponto de inflexão, com a adoção da IA ​​se acelerando rapidamente”, disse Costello. “Há um ano, o foco era a experimentação, mas agora vemos organizações colocando a IA em produção e começando a obter retornos reais.”
Essa mudança é evidente em diversos setores, do varejo ao governo, afirmou ela, citando exemplos como as ferramentas de compras com inteligência artificial da empresa britânica de comércio eletrônico THG (THG.L), que impulsionaram os gastos dos clientes, e sistemas do setor público que ajudam a acelerar decisões de planejamento.
Londres, que concentra o maior número de talentos tecnológicos da Europa, busca consolidar sua posição como um polo global de IA, com o primeiro-ministro Keir Starmer empenhado em transformar a Grã-Bretanha em uma “superpotência” na área.
Costello afirmou que a Grã-Bretanha está “na vanguarda nesse campo”, destacando a sólida base de pesquisa e instituições como o Google DeepMind, em Londres.
Uma adoção mais ampla pode trazer ganhos significativos para empresas menores, acrescentou ela, com pesquisas do Google sugerindo que a IA pode aumentar a produtividade em cerca de 20%, o equivalente a “devolver” aos empresários um dia por semana.
No entanto, o ritmo de adoção da IA dependerá do investimento em capacitação, do engajamento da liderança e da confiança, especialmente em relação à segurança e à soberania dos dados.
“A tecnologia é apenas metade da resposta — as pessoas são a outra metade”, disse Costello. “Os líderes não podem ficar de braços cruzados, precisam colocar a mão na massa e entender como aplicar isso em suas organizações.”
*Com informações da agência de notícias Reuters.
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