A influenciadora digital Elizabeth Melo, conhecida como Beth Melo, é o alvo central da Operação Sorte Falseada, da Polícia Civil do Tocantins, que busca combater a exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro. As investigações revelaram um estilo de vida de ostentação, com viagens internacionais e bens de alto valor, que seriam financiados pela promoção de plataformas ilegais de jogos de azar, como o “jogo do tigrinho”.
Segundo o relatório policial, a movimentação financeira da investigada ultrapassou R$ 3,5 milhões em apenas um ano, valor considerado incompatível com sua renda declarada de até R$ 5 mil mensais.
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Além dos crimes financeiros, a polícia apura ameaças que Elizabeth teria feito contra seguidores que pretendiam denunciar as plataformas, utilizando seu alcance nas redes sociais para intimidar possíveis críticos.
Nas redes sociais, Elizabeth afirmou que é alvo de uma investigação e que não foi condenada. Ela também negou irregularidades (veja nota abaixo).
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Influenciadora Beth Melo é investigada pela Polícia Civil
Reprodução/Instagram de Beth Melo
Quem é Elizabeth Melo e por que ela está sendo investigada?
Elizabeth Melo, conhecida como “Beth Melo”, é uma influenciadora digital com mais de 65 mil seguidores no Instagram. A investigação aponta que ela utilizava sua influência para atrair apostadores para o “jogo do tigrinho”, prometendo prêmios e ganhos financeiros. O inquérito foi aberto em março de 2024 após denúncias anônimas sobre a atividade da influenciadora nas redes sociais.
Quais crimes são apurados na Operação Sorte Falseada?
A Polícia Civil apura a prática de exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro e exploração de loteria não autorizada. Além desses crimes financeiros, Elizabeth é investigada por proferir ameaças diretas em vídeos contra seguidores que demonstravam intenção de denunciar as plataformas ilegais.
As transcrições policiais indicam que a investigada intimidava usuários, mencionando o envio de “visitas” a quem pretendesse denunciá-la.
Como funcionava a movimentação financeira ?
O Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Coaf revelou que a influenciadora movimentou mais de R$ 3,5 milhões entre março de 2023 e março de 2024. O valor chamou a atenção por ser totalmente incompatível com a renda formal declarada por ela, que variava entre R$ 1,9 mil e R$ 5 mil mensais.
Para sustentar esse fluxo, a polícia identificou o uso de empresas de fachada, que recebiam quantias de processadoras de pagamento ligadas a cassinos online internacionais e não possuíam atividade comercial real condizente com os valores.
O que é a prática de “smurfing” investigada pela PC?
A técnica de “smurfing” consiste no fracionamento de grandes quantias de dinheiro em diversos saques menores, sempre em valores inferiores a R$ 50 mil.
Elizabeth realizava essas movimentações fragmentadas para ocultar o patrimônio acumulado com as apostas ilegais. Entre 2023 e 2024, essa prática permitiu a circulação milionária sem que os saques individuais gerassem notificações imediatas de transações atípicas de alto valor.
Quais bens de luxo foram bloqueados pela Justiça?
A Justiça determinou o sequestro de bens e o bloqueio de até R$ 3,4 milhões em ativos financeiros para garantir a reparação de possíveis prejuízos. Entre os bens apreendidos e bloqueados estão um apartamento em Palmas avaliado em R$ 300 mil, uma caminhonete Toyota Hilux 2024 e uma motocicleta elétrica.
Durante as buscas, os agentes também encontraram notas de dólar, cartões bancários e cerca de R$ 8 mil em espécie nos endereços ligados à investigada.
Ostentação chamou a atenção da investigação
A influenciadora compartilhava rotinas de luxo em viagens para destinos como Dubai, Ilhas Maldivas, Paris, Londres, Las Vegas e Curaçao. Os investigadores classificaram tecnicamente esses deslocamentos no relatório policial como “sinais exteriores de riqueza”, evidenciando o padrão de vida elevado.
Qual o posicionamento de Elizabeth Melo?
Em sua defesa, Elizabeth utilizou uma conta reserva no Instagram para afirmar que é apenas alvo de uma investigação e que não foi condenada. Ela negou a existência de “laranjas” e declarou que todo o seu patrimônio está registrado em seu próprio nome, afirmando que não ocultou bens.
Sobre as acusações de ameaça, a investigada alegou em interrogatório que os vídeos eram dirigidos a uma pessoa específica devido a brigas pessoais e não a denunciantes das plataformas. Ela sustenta que sua atividade era puramente publicitária e que não tinha conhecimento de possíveis ilicitudes na divulgação dos jogos.
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