“O Mandaloriano e Grogu” é legal, mas, como um antigo mestre diria: este não é o retorno triunfal aos cinemas que “Star Wars” está procurando. Principalmente depois de quase sete anos sem um filme novo.
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A nova aventura da saga espacial, que estreia nesta quinta-feira (21) no Brasil, é uma espécie de continuação da série “The Mandalorian” – um sucesso estrondoso desde a primeira de suas três temporadas, graças à pequena criaturinha verde popularmente conhecida como “Baby Yoda” (cujo nome “de batismo” é a segunda parte do título do filme).
“O Mandaloriano e Grogu” parece um episódio mais longo e mais caro da TV, mas não necessariamente melhor. Daria um capítulo mediano – e isso é muito pouco para uma franquia bilionária que lançou sua última aventura nos cinemas em 2019, com (o terrível) “A ascensão Skywalker”.
Pedro Pascal em cena de ‘O Mandaloriano e Grogu’
Divulgação
Até dá para se divertir em muitos momentos, mas quem assistir por causa da série invariavelmente vai pensar “por que eu não estou vendo isso em casa mesmo?”.
E o fã da franquia cinematográfica vai estranhar a ausência de sabres de luz, de jedis ou de pelo menos algum vilão mascarado carismático. Nisso, aliás, o filme deixa muito a desejar.
Os antagonistas da vez nunca empolgam de verdade – e são o reflexo completo de uma trama sem grandes consequências.
Falta força
É como se o filme tivesse medo de afetar de qualquer forma a história da série. Tanto que os protagonistas saem de “O Mandaloriano e Grogu” praticamente da mesma forma como entraram. Talvez com uma nave a mais.
Pedro Pascal em cena de ‘O Mandaloriano e Grogu’
Divulgação
Nele, o caçador de recompensas do título e seu protegido vivem mais uma aventura enquanto caçam procurados pela Aliança Rebelde e se protegem. Não espere muito mais que isso.
Desde o começo, George Lucas nunca escondeu suas inspirações claras no cinema e na cultura japonesa. “O Mandaloriano e Grogu” infelizmente copia a pior tradição das animações do país e faz um filme como se fosse um episódio “filler” de anime, com um enredo vazio que não pode alterar de forma substancial a continuidade seriada.
É bizarro pensar que o roteiro tenha sido escrito pelos criadores da série, o diretor Jon Favreau e o guru de “Star Wars” e novo copresidente do estúdio, Dave Filoni. Se nem eles têm coragem de apostar de vez na obra, o público com certeza vai ter dificuldades para se engajar.
Pedro Pascal em cena de ‘O Mandaloriano e Grogu’
Divulgação
A fotografia é mais ousada aqui e ali e muito dos efeitos especiais dá uma melhorada, por mais que uma cena logo no começo com os AT-ATs, aqueles veículos quadrúpedes gigantes do Império, seja digna de um videogame mediano na tela do cinema.
Falando assim parece que o filme é horrível. E não é o caso. Ele só não é o bastante. Em certo momento, uma boa e longa sequência com o fofo Grogu até tenta algo diferente, mas a essa altura o pequeno Baby Yoda já não tem mais tanta força para salvá-lo sozinho.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1
O pequeno Grogu em cena de ‘O Mandaloriano e Grogu’
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