Divulgação/Ameto
Empresas interessadas em fornecer produtos e serviços para a futura mina de ouro de Monte do Carmo, na região central do Tocantins, já podem se cadastrar em uma plataforma lançada pela mineradora Hochschild Mining Brasil. O projeto é avaliado em cerca de R$ 1,4 bilhão e está em fase de engenharia detalhada.
Segundo a empresa, a plataforma digital foi criada para tornar o processo de contratação de fornecedores mais transparente e seguro, além de ampliar a participação de empresas locais. Pelo sistema, os interessados poderão fazer o cadastro, acompanhar solicitações, enviar documentos e manter contato direto com a mineradora.
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O portal será utilizado nas duas operações da companhia no Brasil: a mina de Mara Rosa, em Goiás, que já está em funcionamento, e o projeto Monte do Carmo, onde a construção da mina ainda depende das definições internas de investimento.
Projeto prevê geração de empregos
O projeto de mineração em Monte do Carmo foi anunciado com investimento estimado em US$ 250 milhões, cerca de R$ 1,4 bilhão.
O município, localizado a pouco mais de 90 quilômetros de Palmas, possui 5.694 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa do Governo do Tocantins é de que a implantação da mina gere cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos.
Atualmente, o empreendimento está na fase de revisão e detalhamento da engenharia. De acordo com a mineradora, o início da construção permanece condicionado às definições internas de investimento.
O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) informou anteriormente que o projeto já possui Licença de Instalação (LI), Outorga de Direito de Uso de Recursos Hídricos e Autorização de Exploração Florestal (AEF). Segundo o órgão, todas as licenças ambientais estão vigentes.
A Hochschild Mining adquiriu o projeto Monte do Carmo por US$ 60 milhões. A previsão é de que a mina opere por cerca de 12 anos, com capacidade estimada para processar 6 mil toneladas de minério por dia.
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Estratégia já foi adotada em Goiás
Segundo a mineradora, a estratégia de priorizar fornecedores locais já foi aplicada na unidade de Mara Rosa, em Goiás.
Mais de 900 empresas forneceram produtos e serviços para a operação, sendo cerca de 200 dos municípios de Mara Rosa e Amaralina. Somente em 2025, as compras realizadas junto a empresas locais somaram aproximadamente R$ 24 milhões.
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Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Raphael Pontes.

